segunda-feira, 19 de julho de 2010

A Última Vuvuzela

Os estádios de futebol da África do Sul amanheceram vazios na segunda feira 12 de julho. A copa do mundo de 2010 acabou.

Dentre tantas coisas interessantes que vi nesse campeonato mundial, a alegria dos africanos embalada pelo som das vuvuzelas, foi uma das que mais me chamou a atenção. Toda aquela gente pulando e “buzinando”, foi algo realmente de impressionar! Era tanta energia, que para ser totalmente extravasada só mesmo uma embocadura e um sopro quase sem fim!

Disseram até que o barulho produzido por elas, atrapalhava a comunicação em campo e pode ter sido a causa principal do gol contra do Brasil no jogo contra a Holanda. É a eterna cultura da transferência de responsabilidade. Lembram dos “frangos” da Jabulani?

Há uma grande lição e uma sublime lembrança em tudo isto.

A grande lição é que a vuvuzela africana anuncia uma alegria passageira, que dura apenas alguns dias - até mesmo para os espanhóis campeões, que logo voltarão ao silêncio e só poderão tentar repetir o grande feito daqui a quatro anos.

A sublime lembrança tem a ver com a ardente expectativa da igreja – de ouvir um som que desperta para a eternidade, prelúdio de uma alegria sem fim e que não confunde a equipe.

Naquele dia os céus acolherão todos os filhos de Deus, tanto os mortos em Cristo como os vivos em Cristo, transformados e despertados pelo ressoar da “última trombeta”.

A vitória será incontestável, perfeita, sem interferência humana. Faremos uma viagem sem volta, sem frustrações - e não precisaremos esperar por outra convocação.

Nos dias da copa do mundo, fomos impactados pela “Corneta de Mandela”, mas naquele glorioso dia, seremos arrebatados ao som da “trombeta de Deus”.

Maranata, ora vem Senhor Jesus!

Júlio Elcio – 19 de julho de 2010.

sábado, 3 de julho de 2010

Lava Vidas

Foi mais um sábado diferente, aquele 19 de junho!

Naquele dia, as meninas de nossa igreja, que participam do CBF, o Clubinho Bíblico Feminino, fizeram do pátio da Casa de Oração, seu posto de trabalho social, profissional e porque não dizer, missionário. Depois de lerem esta crônica, vocês entenderão a razão de tal afirmativa.

Dias anteriores o convite foi feito: “tragam seus carros para lavar!” E muitos atenderam o convite. Talvez por curiosidade – “será que elas darão conta do recado?”.

Água, balde, pano, aspiração, transpiração e muita disposição, foi o que se viu assim que os carros começaram a estacionar. Aquela iniciativa inovadora me fez pensar no mais nobre trabalho de limpeza que temos para fazer, e me ensinou lições incríveis as quais gostaria de compartilhar com vocês.

- Liderança

Mesmo que de forma informal, percebi que havia uma liderança entre as meninas. As atividades estavam muito bem distribuídas, cada uma cuidava de uma etapa do trabalho, desde a recepção do veículo, passando pela limpeza interna, secagem até a entrega e recebimento do dinheiro. Havia alegria e prazer na execução das tarefas. A liderança sábia e espiritual não é imposta, mas sim conquistada e reconhecida. Ela é fundamental para o sucesso na obra de Deus! (I Pedro 5.2 e 3)

- Trabalho em equipe

Foi bonito vê-las juntas num mesmo propósito, se ajudando, compartilhando, usando o que tinham de melhor em prol do grupo. Elas têm um objetivo comum e sabem que só a união de todas, fará com que o alcancem. Num trabalho em equipe não há espaço para individualismos, estrelismos e egoísmos. Todos são importantes e usam suas habilidades para o sucesso de todos! (I Cor. 12.18-21).

- Criatividade

Como fazer para arrecadar dinheiro? Como custear tal projeto? Ao invés de desanimar elas preferiram pensar, inovar, criar, ousar. Quem poderia imaginar tal atitude? Afinal, lavar carro é coisa para homem e não para uma moça, diria alguém! Mas elas fizeram a diferença e não cometeram nenhum pecado. Deus nos dotou de criatividade e devemos usá-la. Já pensaram em como Adão teve que usar a mente e a criatividade para dar nome a tantos animais lá no Éden?
(Gênesis 2.19 e 20).

- Disposição

Não deve ter sido fácil para elas levantarem cedo no sábado, depois de cinco dias de trabalho, estudos e outras coisas mais, se esticarem sobre carros sujos, esfregá-los bastante e durante um dia inteiro! Haja disposição! Na obra de Deus é assim também. É preciso “pegar no batente”. Não dá para evangelizar pessoas com controle remoto. Tem que “botar a mão na massa”! Esse trabalho exige esforço físico, tempo e dinheiro. (II Cor. 11.24-28).

- Excelência

Quem levou o carro no Lava Jato do CBF, ficou admirado com a qualidade do serviço. Muito capricho e no final aquele toque feminino que faz toda a diferença. Fazer a obra de Deus de forma relaxada é pecado! Devemos fazer o nosso melhor porque é para Ele. (Romanos 12.6-8).

As meninas começaram o trabalho às oito da manhã e tiveram que fechar o portão às quinze horas, de tanto carro que ainda tinha para lavar. A fila estava grande e teve carro que ficou de fora, sujo, sem poder ser lavado, por falta de tempo e de recurso humano. Isto me fez pensar nos bilhões que em trevas tão medonhas, jazem perdidos sem o Salvador, e que poderão ficar assim, pelos mesmos motivos!

Quando entrei no meu carro ele estava limpinho, cheirosinho e por tudo isso paguei apenas um “precinho”. Ao sair, percebi que havia um folheto evangélico sobre o painel e um distintivo afixado no vidro interno, no qual estava escrito: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito, para que todo aquele nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. (João 3.16).

O objetivo das meninas é arrecadar dinheiro para custear o “Projeto Crianças para Jesus”, que será realizado por elas no final desse ano. Devemos ajudá-las!

Que nesses dias de missões, possamos nos colocar à disposição do Pai Celeste, para que através de nós, Ele transforme vidas sujas e oprimidas pelo pecado, em filhos lavados e redimidos pelo sangue de Cristo, que foi o preço pago!

Meninas, parabéns pelo trabalho e obrigado pelas lições!

Entenderam agora porque eu disse que o trabalho delas foi missionário?


Um beijo no coração.


Júlio Elcio

04 de julho de 2010.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Congretu de bom

Num tempo em que a maioria valoriza mais o “ter” do que o “ser”, quando a máxima é: “eu quero é mais”, jovens cristãos da Casa de Oração de Cel Fabriciano, organizaram nos dias 1 e 2 maio de 2010, o IV Congretude com o tema: “A vida que eu não quero ter”.

Que privilégio para mim, ministrar naqueles dias, desenvolvendo um tema tão desafiador, tendo como base, a experiência de Daniel e seus companheiros, quando estiveram na corte de Nabucodonozor.

Com uma estrutura para lazer, descanso e estudos, o Sítio nos arredores da cidade, foi o ponto de encontro de jovens que chegaram de Governador Valadares, Ipatinga e Timóteo, além dos anfitriões fabricianenses.

Pude relembrar o tempo em que freqüentei a Casa de Oração, quando ainda situada às margens da 381. Hoje ela está na Copacabana.

O barulho ensurdecedor dos carros na rodovia incomodava, mas não foi capaz de impedir nossa aprendizagem e crescimento. Estar ministrando ali, foi o resultado da dedicação de minha mãe e das professoras da Escola Dominical. A elas, a minha gratidão!

Com uma atenção de emocionar, os jovens comiam cada palavra e bebiam cada reflexão, com uma fome de crescimento que me tocou profundamente. Aprendi muito com eles!

Pensando nas características da vida que não queremos ter, ou seja, que perde as oportunidades, que cede às tentações da vida e que não exerce a fé em Deus, fomos cavando e descobrindo nas sagradas escrituras, que Daniel fez exatamente o contrário - aproveitou a oportunidade porque estava preparado, rejeitou a comida porque não queria se contaminar e propôs um desafio porque confiava no seu Deus.

Ah, e a Festa dos Iguais?! Sim, teve muita descontração e criatividade. Sensacional! Que idéia genial de permitir que se formassem grupos com as mesmas características. Apareceu de cowboys a roqueiras!

A Festa dos Iguais nos fez pensar nas várias “tribos” urbanas que vivem por aí levando a vida que querem ter. Precisamos mostrar-lhes a nova Vida, que precisam ter.

Violões, violeiros, bolas e boleiros, criaram um cenário de alegria, confraternização e novas amizades, num ambiente onde a informalidade não excluiu a espiritualidade.

Conheci também uma liderança madura, formada por casais dedicados, que não mediram esforços para investir na vida dos jovens e me hospedar. Parabéns, vocês são exemplo de vida, a que eu quero ter!

Eu sei que mencionar nomes é sempre um risco, mas vou externar minha percepção do que foi esse congresso, na atitude de quatro jovens que estiveram lá.

No Thiago de Timóteo, convivem muito bem, simpatia e simplicidade. Ele agrada sem fazer esforço!

O Júlio de Valadares tem no bom humor sua marca registrada. Mesmo estando sério, ele nos faz rir.

Da Marli de Ipatinga veio a reflexão oportuna. Palavras de uma garota determinada a viver uma vida que vale a pena, tal qual Daniel.

E o Lucas de Fabriciano? Disseram que ele é meu sósia! Falante do início ao fim do congresso. Testemunho de mudança de vida, proporcionada pelo Congretude.

Voltei para casa mais cheio de vontade de continuar servindo, cantando e pregando, mas, sobretudo de continuar aprendendo.

Foi tudo de bom!




Júlio Elcio - 11/05/2010